Aqueles lábios angélicos e carentes
Ousados, mas inocentes, clamaram
E nos guardaram aos vingos da flor
Entre as pétalas e violetas em sede
Lágrimas escorreram das suas aves
Dedilhos e toque, carícias ao violino
E melodias aos pianos daquela alma
Adentrada seda concepto em cedro
Um poema na carne, fincou o íntimo
Das notas e claves, o mel e absinto
Aqueles lábios angélicos e carentes
Ousados, mas inocentes, clamaram
PAMPOETA
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